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Seguro contra todos os riscos: o que cobre e quando compensa
O seguro contra todos os riscos acrescenta à responsabilidade civil obrigatória a cobertura de danos no próprio veículo — choque, colisão e capotamento — mesmo quando a culpa é do condutor. Compensa sobretudo em carros recentes, valiosos ou financiados; a decisão faz-se comparando o prémio adicional com o valor venal do automóvel.
O que está incluído num contrato típico
Cada companhia desenha o produto à sua maneira, mas o pacote habitual junta as seguintes proteções:
- Choque, colisão e capotamento: danos do seu carro em acidente, com ou sem terceiros envolvidos;
- Furto ou roubo: desaparecimento do veículo ou danos resultantes da tentativa;
- Incêndio, raio e explosão;
- Fenómenos da natureza: tempestades, inundações, queda de granizo;
- Atos de vandalismo e, nalguns contratos, greves e tumultos;
- Quebra de vidros, frequentemente com franquia própria e rede de reparadores convencionada.
Apesar do nome, há exclusões em qualquer apólice: condução sob influência de álcool ou drogas, avarias mecânicas, desgaste, uso do veículo em competição e danos provocados de propósito. O documento de informação do produto (IPID) resume estas fronteiras antes da contratação.
A franquia: o custo que só aparece no sinistro
Quase todos os contratos de danos próprios incluem uma franquia, isto é, uma parcela de cada prejuízo que fica a seu cargo. Se a reparação custar 1 800 € e a franquia contratada for de 300 €, a seguradora liquida 1 500 €. Franquias mais altas tornam o prémio mais leve, mas transformam pequenos toques em despesas totalmente suas — um ponto a pesar com honestidade sobre o seu estilo de condução e o sítio onde estaciona.
A regra prática: prémio extra vs. valor do carro
Para decidir, calcule quanto paga a mais face a um terceiros alargado e relacione esse valor com o que o carro vale hoje. A tabela seguinte resume os cenários mais comuns:
| Situação do veículo | Todos os riscos | Porquê |
|---|---|---|
| Novo ou seminovo | Recomendável | Perda potencial elevada; reparações caras |
| Financiado ou em leasing | Frequentemente exigido | O credor quer o ativo protegido até liquidar a dívida |
| Usado de gama média com bom valor | Avaliar caso a caso | Depende do prémio, da franquia e do risco de perda |
| Antigo e muito desvalorizado | Raramente compensa | Indemnização máxima baixa face ao custo anual |
Quem comprou o carro a crédito deve confirmar no contrato de financiamento automóvel se a cobertura de danos próprios é condição obrigatória durante o empréstimo.
Valor venal, valor em novo e desvalorização
A indemnização em perda total baseia-se no capital seguro definido na apólice, que normalmente desce ano após ano acompanhando a desvalorização comercial. Algumas companhias oferecem, por um custo extra, o valor em novo durante os primeiros anos do veículo. Verifique como e quando o capital é atualizado: pagar prémio sobre um valor irrealista significa desperdiçar dinheiro sem receber mais no sinistro. Antes de renovar, confronte o capital com anúncios de veículos equivalentes e use o simulador de seguro para testar alternativas; o guia do seguro mais barato explica outras alavancas de poupança.
Se acontecer um sinistro
O processo é idêntico ao das outras modalidades: recolha provas no local, preencha a declaração amigável quando houver outro veículo envolvido e faça a participação à seguradora dentro do prazo da apólice. Com danos próprios acionados por culpa sua, conte com a dedução da franquia e com possível agravamento do prémio na renovação seguinte — mais um motivo para comparar com o mercado através do guia geral do seguro automóvel.
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Perguntas frequentes
Perguntas frequentes
O seguro contra todos os riscos cobre mesmo tudo?
Não. O nome é comercial: existem sempre exclusões, como condução sob álcool ou estupefacientes, desgaste normal, avarias mecânicas, participação em provas desportivas ou danos causados intencionalmente. A lista exata consta das condições gerais da apólice.
Se o acidente for por culpa minha, os danos do meu carro ficam cobertos?
Sim, é precisamente essa a diferença face ao seguro contra terceiros: a cobertura de choque, colisão e capotamento indemniza os danos do próprio veículo mesmo quando a responsabilidade é do condutor, deduzida a franquia contratada.
O que acontece em caso de perda total?
Quando o custo de reparação ultrapassa determinada percentagem do valor seguro, a seguradora declara a perda total e indemniza pelo capital previsto no contrato, deduzindo franquia e, nalguns casos, o valor do salvado. Confirme na apólice como evolui o capital ao longo do tempo.
Vale a pena contratar todos os riscos para um carro usado?
Depende do valor de mercado e do prémio pedido. Em usados recentes e valiosos pode justificar-se; em veículos muito desvalorizados, a relação entre o custo anual da cobertura e a indemnização máxima tende a ser desfavorável.